ÚLTIMOS

domingo, 27 de dezembro de 2015

Experiencias táteis e Controle

A sensação tátil pode servir como meio de indução ao sonho lúcido. Tratado recentemente em textos anteriores, o uso do tato é particularmente eficiente para as situações em que nos flagramos conscientes em momentos anteriores à formação do sonho. 

Mesmo nos momentos de maior escuridão que antecedem os sonhos, com um lampejo de consciência, podemos aproveitar e utilizar a sensação do tato para adentrar o sonho com consciência. Na imagem, cena do excelente filme Matrix.


Em um sonho recente, após um despertar pela 5ª hora de sono para beber água, retornei a cama e na medida que adormecia, consegui manter em mente o plano de ficar consciente no sonho. Ao perceber que estava adormecendo, em meio a escuridão esmagadora pré-sonho, procurei utilizar-me da sensação de tato.

Tateei pela escuridão, procurando por alguma porta. Permaneci assim por um tempo, até que finalmente senti a textura do que parecia ser uma porta. Deslizei a mão até a região onde deveria estar a maçaneta. Encontrei-a e girei. A porta se abriu no que parecia ser um gigantesco andar vazio de um prédio.

Caminhei pelo andar vazio e comecei a observar diversas cadeiras e mesas nos cantos. Parei a caminhada e comecei a flutuar. Segui em frente, flutuando em pé. Estiquei meus braços para os lados apontando para as diversas cadeiras e elas fora arremessadas para o ar. Apontei para as mesas e flutuaram da mesma maneira. Segui flutuando em frente e observando um espelho, ao passar por ele virei-me para conferir qual seria dessa vez minha imagem... e vi a indumentária do Darth Vader em mim. Com capacete e tudo, continuei flutuando e arremessando todas cadeiras e objetos que estavam por ali. Sentia-me incrivelmente no controle desse sonho, como há muito tempo não acontecia.




Em seguida encontrei uma mulher de cabelos compridos sentada numa cadeira em uma pequena mesa. Aproximei-me do personagem e ao sentar devo ter caído em algum falso despertar ou simplesmente não recordo mais o que aconteceu.
Postado por Márlon Jatahy 18

domingo, 1 de novembro de 2015

Sonho Lúcido, uma crença?!

    Para Daniel Dennett¹, na época da publicação de seu texto(1978), o sonho lúcido nada mais era que apenas mais um tema de sonho como qualquer outro.

A idéia de sonhar que teve um sonho lúcido, para explicação dos sonhos lúcidos, foi um argumento usado por Daniel Dennett e resiste ao tempo como um modelo interessante. Na imagem, cena do excelente filme A Morte nos Sonhos.

    De fato a idéia de Dennett não só era um belo argumento para contestar a existência dos sonhos lúcidos - pelo menos até sua comprovação - assim como ainda serve para ajudar a identificar um tipo de sonho que pode trazer a ilusão da presença da consciência. 

    Assim... é possível alguém sonhar que teve um sonho lúcido e não ter ficado consciente no sonho? Essa questão intrigante já foi debatida "aqui" nosso Fórum de sonhadores lúcidos. E partindo daquelas argumentações muito bem colocadas pelos companheiro(a)s do fórum, mais os textos do Dennett², pode-se elaborar essa interessante perspectiva:

  Quando se sonha que teve um sonho lúcido, o sonhador não estaria munido de capacidade de raciocínio, reflexão ou memória da vigília. Seria apenas um sonho com esse tipo específico de tema, no qual há crença de ter ficado consciente, porém sem o comportamento reflexivo-mental típico de alguém desperto.

Outra cena do filme Dreamscape - A Morte nos Sonhos, de 1984.


    Exemplificando, em um sonho hipotético: 
(...)percebi que estava sonhando e voei. Nesse momento notei estar nu e ao olhar para baixo crianças soltavam risadas, para minha total vergonha. Tentei sair desesperado dali, porém acabei pousando lentamente e chorei. 

   Afinal posso sonhar que tinha uma super-memória, sonhar que era um grande gênio de absurda inteligência ou fenômeno criativo musical... sem que eu realmente tenha atingido essas habilidades. Da mesma maneira posso ter sonhador que fiquei consciente!... Porém ao analisar o sonho, como no exemplo acima exposto, evidencia-se a ausência de elementos básicos da consciência, como o raciocínio focado na percepção de que tudo era apenas um sonho e a memória de que na verdade eu estava dormindo na minha cama.

    Outros relatos típicos são os sonhos em que o sonhador pareceu ter alguma percepção de que estava sonhando, mas imediatamente passa a confabular com outros personagens do sonho, eufórico com a novidade... e insiste em conseguir reações inteligíveis, chegando mesmo a ficar frustrado com as reações(???) dos seus próprios construtos mentais, para logo depois cair em algum tipo de comportamento contraditório para com a presença da consciência.


De acordo com recentes pesquisas conduzidas por Ursula Voss, Windt e outros, talvez seja possível identificar fatores para uma escala de grau de consciência nos sonhos. Na imagem, cena do filme Skanner Darkly - O Homem Duplo, baseado na obra de Philip K. Dick.


    Para Ursula Voss, Windt(e outros)³, é possível estabelecer uma espécie de escala indicativa da presença da consciência ou da qualidade da lucidez no sonho. Esses fatores são: insight (nesse caso a percepção de se estar sonhando), raciocínio, memória, controle, tipos de emoção e autopercepção. Mas aqui já é tema para outro texto.

    Parece evidente que possa existir diferentes graus de consciência nos sonhos, assim como no estado desperto. Uma boa ferramenta para ajudar a reunir a concentração no sonho (e talvez intensificar a consciência) é fazer planos no estado desperto. Procure planejar experimentos que possam oferecer algum leve desafio. Só o fato de conseguir se lembrar disso a partir do estado mental do seu sonho, poderá contribuir bastante para qualidade do seu sonho lúcido.


DENNETT, Daniel C. Brainstorms: Ensaios Filosóficos Sobre Mente e Psicologia. São Paulo:      UNESP, 1978. p. 187-209

_________(1979): The Onus Re Experiences. Philosophical Studies 35: p. 315-318.

Voss, U., Schermelleh-Engel, K., Windt, J. M., Frenzel, C., & Hobson, J. A. (2013).
Measuring consciousness in dreams: the lucidity and consciousness in dreams scale.
Consciousness and Cognition, 22(1), 8–21.

Postado por Márlon Jatahy 18

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Incursão Mental em Memórias Antigas através dos Sonhos Lúcidos

         Em 1994, sentado em um banco de escola, fiz uma pausa e refleti sobre o tempo. Pensei em como seria poder retornar para aquele momento, do futuro. O experimento a seguir, objetivou alcançar memórias de décadas atrás, aproveitando o exercício de reflexão criado na época. A brincadeira foi realizada por um sonho lúcido, no qual ao ficar consciente, fui visitar essa lembrança.

Experimento em sonho lúcido com memórias antigas. Será possível acessar memórias do inconsciente, inacessíveis pelo estado desperto? Na imagem, a brilhante obra de Jim Starlim: Dreadstar.


As técnicas que utilizei foram, o uso de Diário de Sonhos, a técnica de indução MILD, Reality Checks das mãos e o Tato.

O Sonho Lúcido:

       Quando percebi, estava num ambiente escuro, procurei manter a consciência e fui sentindo o ambiente do sonho se formar, tateando primeiro pelo chão, passei para uma parede e desejei encontrar uma porta.
       Percebi estar na casa dos meus pais, lembrava a mesma da época em que estudara na Tupy. Olhei-me no espelho e brinquei de virar o Hulk. Meus músculos inchavam de acordo como eu queria. Sai do quarto e estava escuro. Percebi que ia acordar. Estava consciente, sentindo o chão e fui tateando no ambiente. , passei por algumas paredes e senti uma porta. Encontrei a maçaneta e abri desejando o cenário mais claro. O ambiente lembrava mesmo a casa dos meus pais. Porém ainda estava escuro. 



        Decidi comer alguma fruta para curtir a experiência. Passei pela cozinha e peguei da fruteira uma pêra. Também outra fruta eu mordi e parecia maça. Continuei a andar e o ambiente foi escurecendo. Procurei uma porta. Abri desejando o cenário de vinte anos atrás, onde fizera minha reflexão no banco da escola. Abri, vi a grama, o dia claro e a direita o banco o qual recordava estar sentado décadas atrás, refletindo sobre o tempo e como seria interessante poder voltar do futuro para aquele momento. A esquerda havia o corredor, com as salas de lado de um lado e a grama de outro.
        Caminhei e  num espelho vi meu reflexo de adolescente, com o rosto magro. Mais uma vez achei que ia acordar, mas mantive a consciência e  deixei o ambiente do sonho se reestruturar, tateando pelo chão, passei para uma parede e desejei encontrar a porta. Abri e fui rapidamente para garagem. Também escureceu rápido e achei q fosse acordar.  Fiz umas flexões no novo ambiente tateei e despertei.
Postado por Márlon Jatahy 26

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Experiência Tátil nos Sonhos


  A experiência tátil no sonho parece representar um valor interessante nas ocorrências de sonhos lúcidos. É possível encontrar dentre as técnicas de prolongamento do sonho, o ato de "esfregar as mãos".  Particularmente, prefiro me utilizar da minha Técnica das Portas, embora já tenha realizado alguns experimentos com a fricção das palmas, buscando protelar o fim do sonho.

Imagem do excelente filme Duna, baseado na obra-prima de Frank Herbert. Na cena, os guerreiros Fremen Fedaykin usam as mãos para marcar seus uniformes.


   O relato a seguir, vem de dois sonhos recentes que tive, utilizando-me do tato, como uma maneira de me manter firme, até o sonho terminar de se formar. Trata-se daqueles momentos que antecedem a estruturação do sonho. A aplicação da Técnica Tátil pode ser lida no texto anterior ou aqui.


Desafio: como meu inconsciente representaria para mim uma inteligência com 1 bilhão de anos?

    "Lembrei de uma última conversa com a Lúcia(minha noiva), sobre como seria encontrar um ser vivo, com inteligência desenvolvida por um bilhão de anos. Dentro da casa, recordei que tinha planejado encontrar num próximo sonho lúcido, um ser que tivesse um bilhão de anos.
    Abri portas procurando e me deparei com uma sombra ou uma figura negra, totalmente escura que rapidamente desapareceu. 


A Técnica das Portas é um ferramenta que criei e permanece de grande eficiência para mim. Serve para prolongar a experiência do sonho lúcido, adentrar num ambiente mais claro(quando o sonho começa a desabar), encontrar certos cenários, objetos ou pessoas.


      Segui atrás e encontrei uma senhora de costas, cabelo um pouco Chanel e castanho claro. Perguntei se seria possível ser alguém com um bilhão de anos ou daquela civilização com tanta idade. Respondeu-me com um leve sorriso. Depois dali prossegui pela casa encontrei uma mãe e uma criança. Cheguei a me questionar se seria outra representação desse desafio, já produzindo outro resultado e continuei me aproximando. Dei uma olhada e segui para fora.

    Lembrei de outra coisa que queria fazer faz tempo que era correr descalço sobre a grama. E logo encontrei, um gramado que beirava a rua. Corri sentindo a grama sob meus pés e relembrei a sensação, saltei quando ela acabava e brinquei um bocado assim. Tive vários falsos despertar, mas voltava consciente no sonho. 

    Em outro no inicio deles, eu senti a parede com trepadeiras nas minhas mãos. Fiz um personagem do sonho levitar e puxei ele como em telecinese até perto de mim. 
      Na minha conversa com o ser de um bilhão de anos, construído pelo meu inconsciente, bati um papo sobre o mundo, minha identidade e afins...

      Por fim, alcei voo muito feliz com as possibilidades sobre grandes prédios."


Neo voando sobre entre prédios em Matrix Reloaded. Um dos filmes que mais assisti ;D



      Minha próxima experiência, será sonhar com uma sequencia de memórias específicas de duas décadas atrás. Naquela época fiz uma reflexão de como seria interessante poder reviver o momento que estava passando. Eu estava sentado num banco da escola, fitando o grande corredor vazio. Vou me utilizar da técnica de indução MILD e recursos como Diário de Sonhos, Reality Checks das mãos. O tato acredito que será bem importante, como foi nesse último relato. Até lá!

Postado por Márlon Jatahy 19

domingo, 12 de julho de 2015

O Valor Surpreendente da Experiência Tátil nos Sonhos Lúcidos

    Baseado em experimentos pessoais, assim como a Técnica das Portas, eis que a sensação Tátil está se revelando com um surpreendente valor para mim. Trata-se de um dos sentidos menos explorados nos sonhos, pelo menos de acordo com os relatos, porém com resultados bem interessantes, especialmente nos meus últimos sonhos lúcidos.

A experiência Tátil pode servir para os momentos que antecedem a formação do sonho. Ao que parece, o tato pode ser sentido antes do sonho se realizar, contribuindo para manter a consciência, até a sua concretização.


   Com a chegada das Férias, a qualidade do sono pode melhorar, bem como o stress com os problemas do trabalho. No meu caso, não me furto em aproveitar a oportunidade para fazer mais testes com sonhos lúcidos, e agora, estou explorando o uso do sentido do tato.

    Experiências anteriores, com sonhos ainda não formados, já me sinalizavam que a sensação tátil pode ocorrer facilmente e de maneira natural. Reparem que estou me referindo aos momentos anteriores ao sonho, situações nas quais tudo está escuro e nada é sentido ou presenciado.

A Técnica:

    Nessas situações, com uma espécie de pequeno lampejo de consciência, vivenciado esse nada, procuro sentir o chão. Alguma solidez abaixo de mim e assim que ela é sentida, passo a engatinhar, dando continuidade a essas sensações.
      O movimento passa a acompanhar a experiência tátil. Passo a sentir a textura de alguma parede próxima, do engatinhamento, passo para um caminhar de cócoras e/ou de joelhos. Prossigo por um tempo, até sentir que será inevitável encontrar uma porta
      Busco então através do tato, encontrar uma maçaneta. No  momento que a sinto em minha mão, giro-a e desejando encontrar um cenário luminoso.


Exemplo de sonho recente:

    "Era um lugar muito escuro, não conseguia enxergar coisa alguma, mas sentia que era o sonho se iniciando. Lembrei de tatear o chão e como já havia funcionando tão bem anteriomente. Fui tateando e sentindo o chão. Prossegui e de repente fiquei sem gravidade de cabeça pra baixo. Não conseguia me manter.

Imagem do excelente personagem de quadrinhos, o Demolidor(com ótima série no Netflix), propriedade da Marvel, em que o personagem possui uma avançada cinestesia(propriedade do tato) e radar especial de percepção avançada.


    Devo ter tido um falso despertar e recomecei da mesma maneira, tateando e insistindo em continuar no sonho até ele se formar. Finalmente era uma rua e estava clara. Resolvi dar uma corrida. Tentei lembrar se havia algo planejado para fazer. Lembrei que nosso desafio, meu e da minha amada Lucia já havia sido feito(resolver um problema). E não havia desafios para cumprir, pelo menos previamente combinados.  Resolvi fazer umas flexões. Fiz algumas e também corri.  Vi uma bicicleta passar pela rua(...). Cheguei numa casa e abri porta.

     Lembrei de uma última conversa com a Lúcia, sobre como seria encontrar um ser vivo, com inteligência desenvolvida por um bilhão de anos. Dentro da casa, recordei que tinha planejado encontrar num próximo sonho lúcido, um ser que tivesse um bilhão de anos(continua...)".


Postado por Márlon Jatahy 18

sábado, 6 de junho de 2015

Dennett X Sonhos Precognitivos

Daniel Dennett ¹, um conhecido filósofo da mente, já citado no texto anterior, apresentou uma interessante alternativa a forma como é aceita a concepção dos sonhos. Dentro dessa teoria, ocorre uma explicação razoável para eventos coincidentes nos sonhos com acontecimentos na vida desperta. Coincidências essas normalmente chamadas de sonhos precognitivos...

Com a Teoria da Biblioteca dos Cassetes, proposta por Daniel Dennett, nossos sonhos não seriam experimentados e a própria memória está comprometida. Assim, não estaríamos vivenciando aqueles relatos, mas na melhor das hipóteses, conseguindo trazer da memória alguns eventos ali gravados e reproduzidos no despertar. Desse modo, os sonhos não seriam tecnicamente experimentados, mas apenas recordados, extraídos de nossa biblioteca mental... como em cassetes.

Em seu texto, Dennett (1978) afirma que, de acordo com a concepção da teoria dos cassetes, nossos sonhos “pré-cognitivos” nunca são sonhados de forma alguma, mas apenas supostamente “lembrados” ao acordarmos. Sendo assim, os mecanismos de memória estariam vazios até o momento de acordar e não se trataria de episódios experimentados.  Não existindo assim, a experiência do sonhar.

Como certos sonhos parecem tão diretamente influenciados pela narrativa, com seus desfechos, incidindo coincidência com eventos do ambiente ao despertar, cria-se a questão de como os sonhos poderiam antecipar acontecimentos do estado desperto. Essa questão, proposta por Dennett (1978), cita um exemplo: 

"num experimento em laboratório, no qual formas diferentes estavam sendo utilizadas, para efetuar o despertar de pessoas que sonhavam e nesse caso, uma delas foi estimulada a acordar, com pingos de água fria nas costas. Seu relato, informou que estava cantando numa ópera, quando de repente percebeu a soprano ser atingida por pedaços do teto; o sonhador foi em direção a soprano e ao se debruçar para protege-la, sentiu em suas costas o gotejar da água fria."




Teixeira (2008) ² chama atenção para alguns pontos positivos e outros negativos da teoria proposta por Dennett. Nesse sentido, favoravelmente, com a relação estreita entre o despertar e a capacidade de recordação, encaixando-se como fenômeno alucinatório instantâneo ao acordar, a teoria dos cassetes cobriria assim, como uma alternativa a ideia de existência de sonhos pré-cognitivos. 
Certos fenômenos de antecipação de eventos ou precognição ao despertar poderiam ser explicados. De acordo com Teixeira, um telefone que é avistado no sonho e começa a tocar, em coincidência com o sonho?...  Para o filósofo brasileiro, através da teoria dos cassetes: "A resposta de Dennett é que este tipo de sonho ocorre precisamente ao despertar e se explica pelo despertar. Afora esta solução, a única alternativa seria introduzir o conceito de precognição em nossa teoria do conhecimento, o que, neste caso, equivaleria a trocar o obscuro pelo mais obscuro, pois este é um fenômeno sobre o qual praticamente nada sabemos".

Bibliografia:

(1)DENNET, Daniel C. Brainstorms: Ensaios Filosóficos Sobre Mente e Psicologia. São Paulo: UNESP, 1978.

(2)TEIXEIRA, F. J. A mente segundo Dennett. Perspectiva São Paulo: Perspectiva, 2008.
 
Postado por Márlon Jatahy 7
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...